sábado, 29 de novembro de 2008

E muito bom quando cantamos a mesma canção




gostava de estar no congresso mas acho que o partido perdeu a minha morada

coisa antiga

Estavas sentada com o teu sorriso no colo

Amparado pelas pernas frágeis

Pelas tuas ancas finas

O teu sorriso maroto de criança

Enchia-me de desejo, levava-me o olhar

Depois deitas-te na cama

Como quem entra no cocpit de um avião

Com as certezas de mulher

Agarras-me nos braços finos

E a minha boca morde o teu sexo aberto de desejo

Depois…

Depois o meu olhar ficou no teu

Paramos num abraço apertado

Num respiro cúmplice de prazer

As CRIADAS

Valeu a pena

Hoje acabo com ela...

Ha ums semana que estou em casa com gripe.
Ha uma semana que me porto bem e tomo os comprimidos a tempos e horas.
Como as melhoras demoram em chegar...
Vou tratar do assunto como gosto, em duelo
Hoje, ou ela ou eu.
Vou comprar uma garrafa de Havana, cinco anos, e mato esta puta desta gripe, ou ela a mim.

MEDOS

Tenho medo da noite... os dias são cada vez mais pequenos

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

AS CRIADAS, dias 12, 13 e 14 no Pax Julia

AS CRIADAS

Ai que dor de cabeça.
Faltam 9 dias para a estreia.
É nestas alturas que me apetece desaparecer, fugir, correr para outra profissão.
Quem me manda a mim...

domingo, 14 de setembro de 2008

DIA BOM

Esta um dia bonito.
Muito sol e o vento fugiu para outras latitudes.
Também eu queria fugir, mas tenho receio de me encontrar com o vento.
Mas hoje estou particularmente bem, calmo e tranquilo.
Tomei ontem uma decisão que tinha adiado há muito.
Sinto a leveza da missão cumprida, agora saboreio o silêncio da solidão.
Espero um tempo novo, fresco, arrebatador.

domingo, 27 de julho de 2008

mudança de atitude

Mudança de estratégia, repentina e drástica.
Nada melhor que fingir.
Mudar de AM para FM ainda que para os outros.
O primeiro passo e mudar o léxico, nada de: isto é uma merda, ou estou triste, ou pior gostava de ter alguém interessado em partilhar esta fase má.
Nada disso, pelo menos ate decidir ir para a cama, porque depois no segredo dos lençóis não consigo mentir-me. Por isso neste intervalo, vai passar a ser assim, ya tou na boa, o dia foi muito fixe, ok esta combinado vamos beber uns copos que a vida não esta para preocupações ou ainda és um tipo ou uma tipa muito fixe, sempre que preciso de falar sobre nada estas sempre aqui.
Vamos ver no que dá

É assim que me sinto

As folhas que voam com o vento
Os campos floridos do girassol
O por do sol quente
A lua fresca das manhãs de verão
São drogas ásperas para os teus olhos
São apêndices do teu desejo
São virgulas, pequenas pausas da tua vontade
Queres fechar os olhos
E abrir o corpo
Aos corpos despojados que se alimentam dos teus restos

dia mau

Hoje é um dia triste, acordei com vontade de cortar com um passado também triste. Há alturas na vida em que são necessárias rupturas, drásticas.
Depois de 2 cafés e alguns cigarros, la tentei relacionar-me com alguém, mas como me dizia o Paulo a pouco, as pessoas nem sempre estão sintonizadas na mesma frequência, e eu devia estar em AM porque do outro lado surgiam vozes de Marrocos ou da Argélia.
Os últimos dias tem sido duros, frios. O caos instalou-se, talvez por uma vontade pessoal, mas tem sido difícil de digerir. Como sempre depois da dor, virá a alegria de estar com gente. Possivelmente em FM.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

amanhã Uivo do Coiote na SPA

Neste quarto quente, frio de angustia, de ansiedade, tento desesperadamente roubar um texto para a minha cabeça. É sempre assim.
Amanha vou apresentar um espectáculo que gosto muito.
Estou novamente na cidade do meu conforto, Lisboa.
Já revisitei as minhas putas do Martin Moniz, já caminhei pelo bairro que é alto e avista o Tejo.
Ando pelas ruas onde me encontro, pelos ruídos dos carros das pessoas em silencio que não é o meu. Vibro no encontro desencontrado dos corpos.
Hoje é uma passagem, amanhã uma estadia.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

estavas só

Estavas só
No encontro do teu corpo com os ramos secos
Das amendoeiras viçosas
No caminhar pelas terras húmidas dos desertos
No desejo de ver o mar calmo das tuas incertezas
Caminhas-te e o teu corpo ficou preso nos galhos pequenos
Que coloriam as estradas

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

resposta feita pergunta

Estou sozinho,
A ouvir o silencio da relva
A tropeçar nos nos ramos secos da ausência
A terra sussurra-me um tango dum porto esquecido
Os ramos secos das arvores que floriram noutros tempos
Acariciam-me do forte vento que passa pelo meu corpo nu
Hoje estou sozinho
E o lume esta por acender com os ramos da nossa esperança
Com os dedos apagados dum desejo ausente num dia …
Quando estava à espera que tu não viesses

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

foda-se

Foda-se quero estar só.
A torre do castelo é um corpo ausente enlaçado no meu
Agarra-me nestas noites em que estou só
Nestes momentos finos de encontro
Nestas leves ausências do teu corpo
As tuas pedras são beijos contados ao por do sol
São desesperos contidos por entre os voos dos corvos
São enzimas sufocantes dos teus abraços

saudades de lisboa entre dentes

Esta quase a terminar a sexta feira.
Merda de dia.
Nesta cidade e tudo tão igual.
Nesta cidade é tudo tão previsível.
Nesta cidade beber copos e sempre nos mesmos sítios.
Nesta cidade sofrer, é sempre no mesmo quarto.

Quero as minhas putas do Martin Moniz
Quero os agarrados do intendente
Quero as narças do bairro alto
Quero as putas e os bares do cais do sodré
Quero a vizinha da mouraria que me tratava por vizinho
Quero os metros os eléctricos os passos as corridas o andar louco por entre as ruas sujas

Eroscopio em Beja

14 de Fevereiro às 21.30 horas
Auditório do Pax Julia Teatro Municipal
Entrada: 3 euros
Convidados Especiais:
Manuel Rocha (Brigada Victor Jara)
Eroscópio é um projecto que surgiu em Beja em 2004 como resultado de uma cumplicidade artística entre o músico Paulo Ribeiro (ex. Anonimato) e o actor/performance António Revez, aos quais se juntaram posteriormente Marco Cesário (Zedisaniolight), Nuno Figueiredo (Virgem Suta), César Silveira (Virgem Suta) e Manuel Nobre (ex. Anonimato).

Com música de Paulo Ribeiro e arranjos de todos os elementos da formação, este projecto alimenta-se essencialmente das palavras de diversos autores, interpretadas por António Revez.

Jorge de Sena, Natália Correia, Al Berto, Nuno Júdice, José Luís Peixoto e Manuel Alegre, entre muitos outros, fazem parte do roteiro arty do Eroscópio, onde o amor e o erotismo convergem para a elaboração de um universo poético de alma portuguesa.

Refira-se ainda que os Eroscópio gravaram dois temas para a compilação Phono 05, editada pela Fonoteca Municipal de Lisboa: “Casamento de Conveniência” e “Figura velada na cave”, poemas de Rui Knopli e Nuno Júdice, respectivamente.
Concepção António Revez / Paulo Ribeiro Poemas de Eugénio de Andrade, Al Berto, Natália Correia, Manuel Alegre, José Luís Peixoto, Fernando Pinto do Amaral, António Gancho, João Rui de Sousa, José Manuel Carreira Marques, Nuno Júdice, Jorge de Sena, Rui Knopli Música Paulo Ribeiro Interpretação/Voz António Revez Guitarra Acústica Paulo Ribeiro Baixo Manuel Nobre Guitarra Eléctrica / Metalofone Nuno Figueiredo Piano / Teclados César Silveira Bateria Marco Cesário Desenho de Luz António Revez e Ivan Castro Co-produção Lendias d’Encantar e Câmara Municipal de Beja